Fauci invoca Quinta Emenda mais de cem vezes em audiência no Senado

Estados Unidos – O ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), Anthony Fauci, invocou a Quinta Emenda da Constituição norte-americana mais de cem vezes durante uma audiência no Senado, recusando-se a responder a perguntas sobre sua atuação durante a pandemia de Covid-19 e as investigações a respeito da origem do coronavírus.
A Quinta Emenda garante, entre outros direitos, que uma pessoa não seja obrigada a prestar declarações que possam incriminá-la.
Fauci foi intimado a depor perante o Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, presidido pelo republicano Rand Paul. O senador acusa o ex-diretor do NIAID de ter mentido ao Congresso e defende que ele seja processado por suposto perjúrio. As acusações são contestadas por Fauci e seus advogados. A audiência foi realizada na quarta-feira (29).
Antes da sessão, Rand Paul divulgou um documento de 1.141 páginas contendo anotações e registros pessoais feitos por Fauci durante o período da pandemia. O material trata de reuniões, decisões governamentais e discussões relacionadas à resposta à Covid-19 e à origem do vírus.
Ao justificar sua decisão de permanecer em silêncio, Fauci afirmou que Paul mantém uma "obsessão desequilibrada" em tentar levá-lo à prisão. Segundo ele, a audiência teria como objetivo obter declarações que pudessem ser utilizadas em um eventual processo criminal.
O clima também esquentou para o advogado de Fauci, David Schertler, que foi retirado da sala da audiência por agentes da Polícia do Capitólio. Schertler tentou intervir enquanto Rand Paul advertia Fauci sobre possíveis consequências legais, embora não tivesse recebido autorização para falar naquele momento.
Durante a sessão, o senador Ron Johnson apresentou estudos que, segundo sua interpretação, indicariam benefícios da ivermectina no tratamento da Covid-19.
Em 19 de janeiro de 2025, Anthony Fauci recebeu do então presidente Joe Biden um perdão preventivo, integral e incondicional por eventuais crimes federais cometidos entre 1º de janeiro de 2014 e a data da concessão. O perdão abrange atos relacionados à sua atuação como diretor do NIAID, integrante das equipes da Casa Branca responsáveis pela resposta ao coronavírus e principal assessor médico da Presidência.
Foto: Reprodução/ABC News
Anthony Fauci







































