Estudo japonês aponta que felicidade reduz a taxa de mortalidade

2026/02/27 09:54
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Tóquio – A prática tem mostrado que pessoas felizes não perturbam outras, são saudáveis e tendem a viver mais. Mas uma equipe de pesquisadores da Universidade de Saúde e Bem-Estar de Aomori e da Universidade Waseda quis comprovar se a realidade é assim mesmo. Mas comprovar felicidade com saúde não é tão simples quanto parece. 

Os pesquisadores envolveram pouco mais de 3.000 pessoas no estudo, o qual mostrou que quando os indivíduos se sentem mais felizes, a taxa de mortalidade diminui.

Já foram feitas várias pesquisas tentando associar felicidade e longevidade saudável. Mas os pesquisadores são cautelosos com relação à conexão entre felicidade e longevidade. Além disso, outros estudos com o mesmo tema não conseguiram confirmar essa ligação e é preciso considerar outros fatores, como diferenças culturais e ambientais dos envolvidos nos estudos.  

A equipe das universidades envolveu na pesquisa 3.187 moradores com 20 anos ou mais em Minami-Izu (Shizuoka), pedindo a eles que dissessem o quanto se sentiam felizes entre outubro e novembro de 2016, lembrando que eles foram acompanhados em seus cotidianos até outubro de 2023. 

No período, 277 pessoas morreram. Então, os pesquisadores notaram que houve diferença nas taxas de mortalidade entre aqueles que disseram ser felizes (1.003) e aqueles que afirmaram ser razoavelmente felizes (1.937). Mas o total de mortes entre os que se declararam infelizes (247) foi 2,69 vezes maior em comparação com os que disseram ser felizes.

Foram analisados ainda outros fatores, como idade, sexo, nível de educação, estado civil, condição econômica e índice de massa corporal como indicadores de estilo de vida. Mesmo assim, a taxa de mortalidade entre os que afirmaram ser infelizes foi 1,85 vez maior do que entre os que disseram ser felizes, demonstrando uma diferença estatisticamente clara.

Akitomo Yasunaga, membro da equipe e professor da Universidade de Saúde e Bem-Estar de Aomori, especialista em psicologia da saúde, disse que o estudo mostrou a possibilidade de que a felicidade não seja apenas um estado de espírito, mas também um fator importante que influencia a saúde em longo prazo. 

"Acredito que também podemos esperar um ciclo virtuoso no qual a felicidade leva à saúde e, em seguida, a mais felicidade. Como um estilo de vida que aumenta a felicidade de maneira positiva pode prolongar a longevidade e ajudar a melhorar a saúde pública, precisamos avançar com essas políticas e iniciativas", declarou. 

Os resultados da equipe foram publicados em uma revista norte-americana de psicologia da saúde e podem ser conferidos aqui.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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