Acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã inclui Estreito de Ormuz

Washington/Teerã – Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou atrás em suas ameaças de ataques devastadores contra o país na terça-feira (7), decidindo reduzir a escalada do conflito antes do prazo que havia dado para Teerã ceder.
O líder dos Estados Unidos suspendeu ataques contra pontes, usinas de energia e outros alvos após firmado o acordo de cessar-fogo, o qual inclui a abertura do Estreito de Ormuz. O Irã apresentou um plano de paz com 10 pontos, o que poderá ajudar a encerrar a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em fevereiro, noticiaram o Yomiuri e outras mídias.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã aceitou o cessar-fogo e iniciará discussões com os Estados Unidos a partir de sexta-feira (10). Não foi especificado, porém, quando o cessar-fogo iniciará.
Enquanto isso, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz será permitida sob gestão militar iraniana, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Ainda não está claro se isso significa que o país reduzirá o controle rígido que exerce sobre a via marítima.
No plano consta a permissão para que o Irã e Omã cobrem taxas de navios que passarem pelo Estreito, segundo uma autoridade regional. O Irã pretende usar os recursos arrecadados para reconstrução.
Outras exigências para encerrar o conflito são a saída das forças de combate dos Estados Unidos da região, fim das sanções e a liberação de ativos congelados.
Apesar da boa notícia, foram disparados alertas de mísseis nos Emirados Árabes Unidos, Israel, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait na manhã desta quarta-feira (8).
Israel também concordou com o cessar-fogo, segundo uma autoridade da Casa Branca. Mas há preocupação de que Israel busca resultados mais amplos no conflito.
Informação do Irã é de que mais de 1.900 pessoas morreram desde o início da guerra, embora o governo não atualize os números há dias.
No Líbano, mais de 1.500 pessoas morreram e mais de 1 milhão foram deslocadas. Onze soldados israelenses morreram no país.
Em países árabes do Golfo e na Cisjordânia, mais de duas dezenas de pessoas morreram. Em Israel, foram registradas 23 mortes, além de 13 militares dos Estados Unidos mortos.
Foto: Reprodução/The White House
Presidente Donald Trump







































