Acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã inclui Estreito de Ormuz

2026/04/08 11:04
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Washington/Teerã – Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou atrás em suas ameaças de ataques devastadores contra o país na terça-feira (7), decidindo reduzir a escalada do conflito antes do prazo que havia dado para Teerã ceder.

O líder dos Estados Unidos suspendeu ataques contra pontes, usinas de energia e outros alvos após firmado o acordo de cessar-fogo, o qual inclui a abertura do Estreito de Ormuz. O Irã apresentou um plano de paz com 10 pontos, o que poderá ajudar a encerrar a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em fevereiro, noticiaram o Yomiuri e outras mídias.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã aceitou o cessar-fogo e iniciará discussões com os Estados Unidos a partir de sexta-feira (10). Não foi especificado, porém, quando o cessar-fogo iniciará.

Enquanto isso, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz será permitida sob gestão militar iraniana, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Ainda não está claro se isso significa que o país reduzirá o controle rígido que exerce sobre a via marítima.

No plano consta a permissão para que o Irã e Omã cobrem taxas de navios que passarem pelo Estreito, segundo uma autoridade regional. O Irã pretende usar os recursos arrecadados para reconstrução.

Outras exigências para encerrar o conflito são a saída das forças de combate dos Estados Unidos da região, fim das sanções e a liberação de ativos congelados.

Apesar da boa notícia, foram disparados alertas de mísseis nos Emirados Árabes Unidos, Israel, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait na manhã desta quarta-feira (8).

Israel também concordou com o cessar-fogo, segundo uma autoridade da Casa Branca. Mas há preocupação de que Israel busca resultados mais amplos no conflito.

Informação do Irã é de que mais de 1.900 pessoas morreram desde o início da guerra, embora o governo não atualize os números há dias.

No Líbano, mais de 1.500 pessoas morreram e mais de 1 milhão foram deslocadas. Onze soldados israelenses morreram no país.

Em países árabes do Golfo e na Cisjordânia, mais de duas dezenas de pessoas morreram. Em Israel, foram registradas 23 mortes, além de 13 militares dos Estados Unidos mortos.

Foto: Reprodução/The White House
Presidente Donald Trump

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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