Tecnologia permite passar na catraca sem toque no metrô de Tóquio

Tóquio – A operadora Tokyo Metro e a Toshiba estão realizando testes sobre o uso da função Bluetooth dos smartphones com os passageiros passando pelas catracas sem tocá-las para liberar a passagem. Os testes envolvem 60 funcionários da Tokyo Metro, que analisarão fatores como o alcance do sistema no qual a autenticação é possível, entre outros.
O sistema usa uma antena já existente nas catracas, o que possibilita a comunicação via Bluetooth com os smartphones para autenticar os passageiros que atravessam o acesso, publicou o News on Japan.
No Japão existe também o sistema de autenticação biométrica, como o reconhecimento facial, que já é usado em catracas sem a necessidade de tocar algum sensor. Mas este é o primeiro teste no Japão que usa a tecnologia Bluetooth.
O chefe da Seção de Sistemas de Transporte da Tokyo Metro, Shoko Nishikawa, explicou que o método de reconhecimento facial tem o risco de ser vazado.
"Já a comunicação Bluetooth, o sistema pode ser utilizado apenas com o registro de informações gerais. Acreditamos que as pessoas poderão usá-lo sem medo", assegurou.
Entenda como funciona o Bluetooth
O Bluetooth é uma tecnologia de comunicação sem fio de curto alcance usada para trocar dados entre dispositivos eletrônicos. Ele funciona por meio de ondas de rádio na faixa de 2,4 GHz, permitindo que aparelhos próximos se conectem automaticamente sem necessidade de cabos ou internet.
Nos smartphones, o Bluetooth opera em três etapas básicas. A primeira ocorre quando o Bluetooth está ativado e o aparelho envia e recebe pequenos sinais para identificar dispositivos próximos que também estejam com a função ligada.
O segundo ponto ocorre quando dois dispositivos estabelecem uma conexão segura, trocam chaves de segurança e criam um vínculo autorizado para comunicação. E a terceira fase é quando se dá a comunicação.
O sistema que a Tokyo Metro utiliza é uma variação chamada de Bluetooth Low Energy (BLE), o qual, como o nome diz, consome pouca bateria e permite a comunicação constante entre dispositivos próximos.
O passageiro registra previamente seu smartphone no sistema da empresa de metrô, geralmente por meio de um aplicativo. Esse registro vincula o telefone à conta de transporte ou ao bilhete digital.
Quando a pessoa se aproxima da catraca, o celular emite um pequeno sinal Bluetooth com um identificador criptografado. Antenas instaladas na catraca detectam esse sinal.
O sistema então verifica automaticamente se aquele identificador corresponde a um usuário autorizado. Se a validação for confirmada, a catraca libera a passagem sem que o passageiro precise tocar em sensores, cartões ou leitores.
Todo esse processo ocorre em frações de segundo enquanto a pessoa simplesmente caminha em direção à catraca.
As vantagens do sistema estão na redução das filas, porque elimina a necessidade de parar para aproximar um cartão, diminui o contato físico com equipamentos e pode funcionar mesmo com o celular no bolso ou dentro da bolsa.
Esse tipo de tecnologia já é usado em várias situações semelhantes, como chaves digitais de carros, acesso automático a hotéis, entrada em escritórios e sistemas de pagamento por aproximação baseados em aplicativos.
Foto: Reprodução/TV Tokyo Biz








































