População de grandes cidades japonesas apresenta declínio acentuado

Tóquio – Pelo menos dez grandes cidades japonesas registraram declínio populacional, segundo levantamento feito pela agência Kyodo News. O levantamento foi feito em comparação com os registros de dez anos atrás.
O total de cidades que verão suas populações serem reduzidas passará de 10 para 18 dentro de 24 anos, projetou o diário.
Um dos municípios em questão é Kitakyushu, em Fukuoka, que registrou a queda mais acentuada entre os designados por decreto governamental, que possuem autoridade semelhante à das províncias em termos de bem-estar social e saúde pública, entre outros. A população de Kitakyushu diminuiu 6,5%, de 970.000 para 910.000 habitantes.
O fenômeno é preocupante e está forçando os formuladores de políticas públicas a revisitarem o sistema de municípios designados, que antes havia sido criado com base na premissa de crescimento populacional.
Esse sistema foi anunciado em 1956, e as primeiras cidades designadas naquele ano foram Yokohama, Nagoya, Kyoto, Osaka e Kobe.
A cidade de Shizuoka e outras seis foram adicionadas ao grupo mais tarde, quando o governo alterou o mínimo populacional para as designadas, passando de 1 milhão para 700.000 habitantes.
A Kyodo baseou sua pesquisa no registro de residência de 2015 a 2025, no qual Kitakyushu lidera a lista, seguida por Shizuoka, que sofreu uma queda de 6,0%, com sua população caindo de 710.000 para 670.000 habitantes.
Em contraste a isso, Fukuoka registrou o maior crescimento populacional, chegando a 8,2%, batendo a casa de 1,60 milhão de habitantes, seguida por Saitama, com um aumento de 7,1%, ou o total de 1,35 milhão, e Kawasaki, com alta de 6,2%, totalizando 1,53 milhão.
As estimativas do Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e de Seguridade Social para 2050 indicam que os municípios de Fukuoka e Kawasaki são as únicas designadas cujas populações não encolherão até 2050.
Os críticos da proposta do governo alegam que estas cidades designadas não foram beneficiadas por recursos financeiros suficientes em relação às suas atribuições complexas, levando alguns membros suprapartidários do Parlamento a promoverem a ideia de transformá-las em "cidades especiais" independentes dos governos provinciais.
Quanto às 62 cidades principais (cidades núcleo) com uma população de pelo menos 200.000 habitantes, 52 delas — ou cerca de 84% — enfrentam uma redução populacional em comparação com uma década atrás, mostrou a análise.
Foto: Reprocução/Kitakyushu Tourism Guide






































