Morte cruel do cão Orelha mobiliza polícia e gera comoção no Brasil

Santa Catarina – O caso de maus-tratos contra o cão Orelha vem ganhando repercussão no Brasil. Ele era tratado como cachorro comunitário de Praia Brava, em Florianópolis (Santa Catarina), e morreu depois de ter sido agredido por um grupo de adolescentes.
Na segunda-feira (26), a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e de seus responsáveis legais. Foram feitas buscas também nos endereços ligados aos adultos investigados por suposta coação relacionada ao andamento do processo, conforme publicou a Jovem Pan.
A polícia identificou quatro adolescentes como suspeitos de agredir Orelha e indiciou na terça-feira (27) dois empresários e um advogado, parentes dos adolescentes acusados de ter ameaçado um vigilante que presenciou as agressões ao cachorro Orelha. O vigilante foi afastado das funções por motivo de segurança, segundo o G1.
A delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso, disse que já foram ouvidas mais de 20 pessoas e analisadas mais de 72 horas de imagens de um total de 14 câmeras de monitoramento, sejam elas públicas ou privadas, apenas referentes ao fato do cão Orelha.
A informação é de que as agressões contra Orelha ocorreram no dia 4 de janeiro. No dia seguinte, o animal foi encontrado agonizando e foi levado por moradores para atendimento veterinário.
Os exames periciais mostraram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente, o qual não foi localizado. Em razão da gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido a eutanásia. A corporação só foi comunicada sobre o caso no dia 16.
Consta que, além de Orelha, outro cão comunitário naquela região sofreu maus-tratos do mesmo grupo de adolescentes.
A delegada Valcareggi disse que os suspeitos jogaram o cachorro chamado Caramelo no mar. O animal conseguiu fugir e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
A Associação de Praia Brava publicou nas redes sociais um comunicado, alegando que Orelha "fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade".
O delegado Ulisses Gabriel disse que, dos quatro adolescentes, dois estão nos Estados Unidos em viagem pré-programada. O delegado-geral afirmou que os jovens devem retornar ao Brasil na próxima semana.
A Polícia Civil não divulgou a identidade dos suspeitos por serem menores de idade, conforme manda a lei. "A responsabilização se dá perante a autoridade judicial, que vai, conforme as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), impor uma sanção penal a eventuais autores dessa prática delitiva", explicou o delegado-geral.








































