Japão proibirá carregadores portáteis em cabines de aviões; veja o que muda

Tóquio – O Ministério dos Transportes do Japão proibirá o transporte de baterias móveis, chamadas de power bank, por passageiros em voos que partem e chegam aos aeroportos do país a partir de abril. A decisão será incorporada à Lei de Aeronáutica Civil como solução aos casos de baterias de íon de lítio que pegaram fogo ou começaram a soltar fumaça dentro das cabines de aviões, publicou a NHK.
A decisão do Ministério é proibir os viajantes de usar baterias móveis para recarregar seus smartphones ou outros dispositivos e de recarregar essas baterias nas tomadas existentes nos assentos.
A mudança na lei também limitará o número de carregadores portáteis que cada passageiro pode levar dentro da cabine para dois.
Já há companhias aéreas estrangeiras que proibiram o uso de baterias móveis nas cabines dos aviões. A Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) está agora estudando se deve regular o assunto.
Alguns casos mostraram o perigo que as power banks podem trazer para o voo e para os passageiros.
Num avião que se preparava para decolar de Busan, na Coreia do Sul, em janeiro passado, ocorreu um incêndio, que acredita-se tenha sido causado por uma bateria móvel em um compartimento.
Outro caso foi em setembro de 2025, quando uma bateria começou a soltar fumaça enquanto era usada para recarregar um smartphone em um voo internacional da Japan Airlines (JAL).
O governo japonês estabeleceu também limites de capacidade das baterias, com regras que valem tanto para voos domésticos quanto internacionais.
Regras no Brasil
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) emitiu orientação proibindo o transporte de power banks na bagagem despachada. Mas é permitido levá-las em bagagem de mão, desde que sejam respeitados os limites de capacidade e normas de segurança.
É permitido levar baterias com até 100 Wh (Watt hora). As com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh podem ser levadas em até duas unidades por dispositivo, com a aprovação da companhia aérea. Havendo permissão, as baterias devem estar protegidas, com terminais isolados.
Foto: Canva







































