Japão planeia reduzir mortes por insolação para menos de mil por ano

Tóquio – O governo japonês planeja reduzir para menos de 1.000 as mortes anuais por insolação. Um plano nesse sentido deve ser atualizado até o fim do ano fiscal de 2026, que vai até março de 2027, com base nos debates do Conselho Central do Meio Ambiente, órgão que assessora o ministro do Meio Ambiente.
No período de cinco anos até 2024, o país registrou uma média anual superior a 1.500 mortes por insolação em meio a verões cada vez mais extremos, publicou o Nippon.
A média anual havia sido de cerca de 1.300 mortes nos cinco anos até 2022. Agora, o governo busca reduzir ainda mais os óbitos, para menos de 1.000 por ano.
O problema é que as fatalidades voltaram a aumentar em 2024, chegando ao recorde de 2.160, segundo fontes ligadas ao governo.
Plano do governo
A estratégia do governo está baseada em ações que visam proteger os mais vulneráveis. E fará isso elevando para 100% a proporção de municípios que designam instalações públicas e privadas climatizadas.
Pelo menos 70% dos municípios contam com 23.000 abrigos que são abertos durante alertas especiais de insolação.
Outro ponto é incentivar o uso adequado de ar-condicionado nas residências onde vivem idosos. Além disso, irá monitorar os riscos em ambientes internos e externos de setores produtivos, como de manufatura e construção civil.
O que é insolação
A insolação ocorre quando há uma falha no mecanismo de transpiração, fazendo com que a temperatura do corpo não consiga ser regulada e permaneça elevada mesmo depois que a pessoa deixa de ficar exposta ao sol, segundo o Tua Saúde.
Outras situações de risco são permanecer em ambientes muito quentes ou praticar atividade física intensa.
Com a chegada do verão, é importante tomar alguns cuidados antes da exposição ao sol, como evitar os horários de maior calor, entre 12h e 16h, usar protetor solar, chapéus ou bonés, além de roupas largas e feitas com tecidos leves.
Principais sintomas
O aumento rápido da temperatura corporal provoca sintomas como dor de cabeça, enjoo e mal-estar geral, além de outros mais graves, como desidratação, desmaio e convulsões.
Outros sintomas são: pele avermelhada, quente e seca; aumento dos batimentos cardíacos e respiração rápida; sede; boca seca; olhos secos e sem brilho; vômitos; inconsciência e confusão mental, como não saber onde está, quem é ou que dia é; fraqueza; e respiração mais rápida que o normal nos casos mais graves.
Os pacientes podem chegar a sofrer queimaduras de segundo ou terceiro grau, desidratação e, em casos de alterações nervosas e convulsões, danos cerebrais e coma.
O que fazer
É importante que a pessoa permaneça em um local arejado e sem sol, além de beber bastante líquido para evitar a desidratação.
Também é possível passar creme hidratante ou loção pós-sol no corpo e tomar banho com água fria, o que ajuda a regular a temperatura corporal e a reduzir os riscos da insolação.
Nos casos em que não há melhora dos sintomas, ou quando a pessoa continua sentindo tontura, dor de cabeça ou tendo vômito, por exemplo, é recomendado procurar um hospital o quanto antes, segundo o Tua Saúde.
Foto: Canva







































