FMI reduz para 3,1% a estimativa de crescimento da economia mundial

Estados Unidos – O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que reduziu sua estimativa de crescimento da economia mundial para este ano. Um dos motivos é o conflito no Oriente Médio, que tem reflexo nos mercados de commodities, elevando os preços de energia e de alimentos.
A projeção do FMI se baseia na hipótese de que o conflito no Irã se prolongue por mais algumas semanas antes de os mercados estabilizarem até meados do ano. Assim, estima o crescimento global em 3,1%, abaixo dos 3,3% previstos em relatório trimestral anterior, noticiou a Kyodo.
A redução da estimativa de crescimento é considerada modesta, mas no caso de um cenário mais pessimista, o organismo poderia revisar para 1,3%, nível próximo de uma recessão.
Caso não houvesse o conflito, a projeção do FMI seria revisada para cima, em torno de 3,4%, graças aos investimentos em Inteligência Artificial (IA).
O relatório da World Economic Outlook aponta que o impacto econômico global dependerá de forma crucial da duração, intensidade e alcance do conflito, que são inerentemente imprevisíveis, alertando que economias emergentes e em desenvolvimento importadoras de commodities tendem a sofrer mais.
Para Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do FMI, a guerra no Irã, iniciada no final de fevereiro e que ocasionou o fechamento do Estreito de Ormuz, entre outros problemas, trouxe a possibilidade de uma grande crise energética, se uma solução não for definida em breve.
Gourinchas acrescentou que o mundo parece se aproximar do cenário projetado pelo FMI no qual a economia global cresceria 2,5% neste ano, em lugar dos 3,1%.
A economia dos Estados Unidos deve crescer 2,3% neste ano, graças às políticas fiscais favoráveis e aos cortes de juros do ano passado. Para 2027, a previsão é de crescer 2,1%.
A economia do Japão deve crescer 0,7% neste ano e 0,6% em 2027. Na zona do euro, o crescimento estimado é de 1,1% neste ano e de 1,2% para o próximo ano. E nas nações emergentes da Ásia, a taxa deve cair de 5,5% no ano passado para 4,9% neste ano. Com relação à China, o FMI reduziu a previsão de crescimento para 4,4%.
Foto: Canva







































