Falências de restaurantes de ramen caem no Japão pela primeira vez em anos

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Tóquio – O setor de serviços é um dos que mais têm sofrido com as flutuações da economia. Contudo, em meio a tantos casos de falência, ao menos uma notícia boa surge no horizonte. Caiu o número de restaurantes de ramen que fecharam em 2025, segundo a empresa Teikoku Databank.

Em 2024, a Teikoku registrou 79 falências neste tipo de negócio, o maior número desde o início desse tipo de estatística, em 2010. Já em 2025, o número caiu 25,3%, para o total de 59 casos. A pesquisa foca em restaurantes de ramen com dívidas superiores a 10 milhões de ienes e que entraram com pedido formal de falência, publicou o SoraNews24.

O motivo principal para as falências foi o aumento dos custos. A Teikoku Databank publica todos os anos um índice de custo de preparo do ramen, levando em conta os preços médios na região de Tóquio. No cálculo, entram os ingredientes usados em uma tigela típica de ramen tonkotsu: trigo para macarrão, ossos de porco para o caldo e coberturas de vegetais, além de fatias de carne suína. Desde 2020, o custo desses itens subiu 41%.

Durante a pandemia de Covid-19, o número de restaurantes que servem ramen fechados em 2020 chegou a 54, mas caiu para 17 no ano seguinte, quando o setor recebeu auxílios do governo para conseguir manter as portas abertas. Com a baixa circulação de pessoas no período, as falências subiram para 33 em 2022 e para 53 em 2023, até atingirem o pico de 79 em 2024.

Embora as 59 falências em 2025 sejam ainda um número elevado, o dado indica a primeira queda em quatro anos. Resta saber se a tendência prevalecerá neste ano de 2026.

A Teikoku Databank atribui a queda nas falências em 2025 a vários fatores. Um deles é a mudança operacional, como a adoção do sistema de pagamento sem dinheiro, além do uso de cozinhas centralizadas que fornecem produtos semiprontos aos restaurantes. Na ponta do lápis, isso tudo reduz os custos operacionais.

A Teikoku acrescentou que o resultado é também fruto de uma mudança de estratégia, com menos foco em vendas de alto volume e mais atenção ao aumento do lucro por cliente.

Outro ponto analisado é que, apesar de cair para 59 falências em 2025, ainda assim é o segundo maior número registrado nos últimos 15 anos.

Vale lembrar que os preços dos ingredientes não caíram e continuam pressionando os custos para os donos desses restaurantes. Além disso, a Teikoku leva em conta em suas pesquisas apenas os casos formais de falência.

No aspecto geral, a Teikoku Databank considera 59 casos um número positivo, havendo a possibilidade de que caia ainda mais neste ano.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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