Cientistas japoneses criam lentes de contato ultrafinas que permitem visão noturna real

Tóquio – Cientistas da Universidade de Tóquio desenvolveram lentes de contato ultrafinas que oferecem verdadeira visão noturna, detectando calor de pessoas e objetos e projetando as imagens diretamente na retina, sem necessidade de aparelhos externos.
O grande diferencial da inovação é a sua fonte de energia, que não vem de baterias ou outras fontes externas, mas sim do calor do corpo e do movimento natural de piscar, segundo o “The Learning Loop”.
Testes iniciais mostram que os usuários podem identificar pessoas, objetos e até mesmo vazamentos de calor ocultos na escuridão total, marcando um grande avanço na tecnologia de visão vestível.
Para os médicos, no entanto, as lentes de visão noturna poderão ser usadas em outras situações, como para visualizar vasos sanguíneos, inflamações ou alterações sutis nos tecidos sem ferramentas invasivas.
No site da Universidade de Tóquio, os cientistas publicaram que as lentes são tão finas quanto uma folha de papel e poderão ser produzidas em massa, como microchips. Mas ainda falta muito para chegar a este ponto.
Essas lentes são chamadas de “placas de zona de Fresnel” (FZPs). São planas e usam a difração em vez da refração (como nas lentes comuns) para focalizar a luz ou radiação. São úteis em contextos onde lentes tradicionais não funcionam, como em raios X ou em sistemas miniaturizados.
Os cientistas afirmaram que a desvantagem atual das novas FZPs é a eficiência de coleta de luz, de apenas 7%. Isso significa que as imagens captadas não são tão definidas. Contudo, adiantaram que a equipe está trabalhando para quadruplicar essa eficiência.
Apesar de empolgante, a equipe da Universidade de Tóquio alerta que pode levar algum tempo até que as lentes se tornem um produto comum no mercado.
Foto: Banco de Imagem







































