Brasileiro com nome mais longo do país vira curiosidade e enfrenta dificuldades no dia a dia

Rio Grande do Norte – Um brasileiro ganhou a atenção da internet após a divulgação de que seu nome tem nada menos que 32 letras: Charlingtonglaevionbeecheknavare dos Anjos Mendonça. Natural de Macau, no Rio Grande do Norte, ele é oficialmente reconhecido como a pessoa com o nome mais longo já registrado em cartório no país.
Imagine um brasileiro ou um estrangeiro vivendo no Japão com um nome desse tamanho e tendo de preencher formulários em órgãos públicos. Mesmo no Brasil, o rapaz, conhecido apenas pelo apelido de Chacha, enfrentou dificuldades para tirar documentos básicos, como identidade e obter cartão de crédito, ou até para realizar algo hoje trivial, como cadastros em sites.
O nome não cabe em formulários e, em diversas situações, ele precisa abreviar, cortar ou simplesmente deixar parte do nome de lado. Quem escolheu o nome foi seu pai, mas, ao ser entrevistado pela TV Record, ele não quis explicar o motivo da escolha que acabou tornando a vida do filho repleta de obstáculos, para dizer o mínimo.
A Lei de Registros Públicos, de 1973, ao menos impõe limites à criação de nomes para evitar que a pessoa seja exposta ao ridículo. Com base nessa legislação, o cartório pode recusar o registro de nomes considerados ofensivos ou exagerados.
O problema é que nomes longos ou pouco comuns, como o de Chacha, costumam ser aceitos, desde que os pais e os funcionários do cartório entendam que não causarão constrangimento.
O próprio Chacha admite que, algumas vezes, se atrapalha ao tentar pronunciar o próprio nome, perdendo-se em meio às 32 letras. Acredita-se que muitas famílias escolham nomes diferentes para marcar identidade ou prestar homenagens.
Talvez tomados pela emoção com a chegada de um filho, os pais nem sempre se atentem aos problemas que um nome fora do comum pode trazer à criança, tanto na infância quanto na vida adulta.
Chacha, porém, não está sozinho entre os casos curiosos. Nos cartórios do país há registros de pessoas chamadas Vanderlei de Jesus Pessach Shalom Adonai Gomes de Souza, Antônio Morrendo das Dores, um registro real dos anos 1930, e Batman Bin Superman, registrado no Acre em 2016.
São exemplos de pais criativos, mas que não calcularam o esforço imposto aos filhos, obrigados a explicar constantemente como seus nomes se escrevem e qual o significado do nome que carregam por toda a vida.
Foto: Reprodução







































