Brasil lidera ranking de saída de milionários na América Latina em 2025

Brasília – O Brasil lidera ranking de fuga de milionários na América Latina em 2025, segundo levantamento da agência Henley & Partners. Foram 1.200 que deixaram o país rumo a outros destinos. As partidas de endinheirados ocorrem por uma combinação de fatores, como incertezas econômicas, instabilidade política e, claro, busca por destinos que garantam uma segurança patrimonial e qualidade de vida.
Entre as nações da região que também sofreram a mesma perda, o Brasil ficou muito distante da Colômbia, que perdeu 150, e da Argentina, de onde 100 indivíduos com patrimônio elevado foram embora, publicou o Diário de Pernambuco.
Os milionários que deixaram o Brasil, Colômbia e outros países procuraram por destinos como Estados Unidos, especialmente a Flórida, Portugal (1.400), Ilhas Cayman (200), Costa Rica (350) e Panamá (300).
O Brasil só ficou à frente da Rússia (que perdeu 1.500), Coreia do Sul (2.400), Índia (3.500), China (17.800) e Reino Unido.
Mas os países da América do Sul não foram os únicos a sofrer com as partidas de milionários. No mundo, 142.000 pessoas muito ricas buscaram outros destinos, sendo que o Reino Unido foi o que registrou a maior saída. Foram nada menos que 16.500 indivíduos. Pela primeira vez, grandes nações da União Europeia também perderam milionários, como França e Alemanha.
Os países que mais conquistaram ricaços foram Emirados Árabes Unidos, com 9.800, seguidos pelos Estados Unidos, com 7.500, depois vindo Itália (3.600), Suíça (3.000), Arábia Saudita (2.000). O Japão recebeu 600 deles no ano passado.
O país com menos saída de milionários foram as Filipinas, com 50, com vários deles perdendo 100 milionários. Além da Argentina, também Turquia, Irlanda, Paquistão e Egito, além de Taiwan, que é ligada à China.
Segundo o CEO da Henley & Partners, Juerg Steffen, pela primeira vez um país europeu lidera o mundo em saída de milionários, caso do Reino Unido. "Não se trata apenas de mudanças no regime tributário. Isso reflete uma percepção cada vez mais profunda entre os ricos de que maiores oportunidades, liberdade e estabilidade estão em outros lugares."
O chefe de pesquisa da New World Wealth, Andrew Amoils, analisou: "Entre os mercados de riqueza que mais cresceram no mundo na última década, é possível notar que a maioria desses países é composta por destinos populares para milionários migrantes, como Montenegro, Emirados Árabes Unidos, Malta, EUA e Costa Rica, ou polos tecnológicos de mercados emergentes como China, Índia e Taiwan. Isso demonstra a importância da migração de milionários para impulsionar a formação de nova riqueza em um país."
Parag Khanna, CEO da AlphaGEO, disse que a Ásia continua sendo o motor econômico mais poderoso do mundo e uma força crescente na riqueza privada global.
"Singapura e Japão consolidam suas reputações como refúgios globais de riqueza, enquanto China e Índia equilibram oportunidades domésticas com o desejo de diversificação. Coreia do Sul e Taiwan nos lembram que a geopolítica pode mudar rapidamente as regras do jogo. A Ásia deve permanecer no centro das tendências globais de riqueza, moldada pelo dinamismo econômico, inovação em políticas e pela busca constante por segurança e crescimento", disse.
Foto: Canva







































