Vazamento de dados preocupa empresas no Japão e no mundo

Tóquio – Uma pesquisa da Tokyo Shoko Research mostrou que, nos últimos três anos, 2,2% das empresas japonesas sofreram vazamento de informações internas ou de clientes em redes sociais. Além disso, 0,4% das companhias passaram por esse mesmo problema três vezes ou mais. A questão é preocupante, porque tem afetado fortemente empresas em outros países.
A pesquisa foi realizada online entre os dias 1º e 8 de junho. Das 154 companhias que já sofreram vazamento de informações, 100 passaram por isso uma vez (1,4%), 20 responderam que enfrentaram o problema duas vezes (0,2%) e 34 afirmaram que tiveram três ocorrências ou mais (0,4%), noticiou o ITmedia News.
Entre as 154 empresas afetadas, as grandes companhias corresponderam a 1,2% do total. Já as pequenas e médias empresas somaram 2,2%.
Os setores mais atingidos por vazamentos de dados foram agricultura, silvicultura, pesca e mineração, com taxa de 3,4%, a mais alta da pesquisa. Em seguida aparecem os setores imobiliário (3,1%), serviços e outros (2,8%). A área de comunicação registrou 2,04% dos casos.
As empresas também adotam regras sobre a presença de celulares de funcionários nos locais de trabalho. Segundo a pesquisa, 23,1% disseram que proíbem totalmente o uso dos aparelhos ou permitem apenas sob determinadas condições. Entre esses casos, os restaurantes registraram a maior taxa de proibição, com 25%, seguidos pelas fábricas de componentes eletrônicos, com 21,5%, e pelo setor de venda de alimentos e bebidas, com 20%.
Vazamentos no mundo
O Relatório de Investigação de Violação de Dados da Verizon (DBIR), divulgado em maio, mostrou que foram analisados mais de 31 mil incidentes de segurança no mundo, com mais de 22 mil violações de dados confirmadas em 145 países. Foi o maior volume de violações já analisado em uma única edição do relatório.
Outro levantamento, o Cost of a Data Breach Report 2025, da IBM, mostrou que o custo médio global de uma violação de dados chegou a US$ 4,44 milhões, queda de 9% em relação ao ano anterior. A redução foi atribuída principalmente à identificação e à contenção mais rápidas dos problemas, com maior uso de ferramentas de segurança baseadas em inteligência artificial. Nos Estados Unidos, porém, o custo médio subiu para o recorde histórico de US$ 10,22 milhões por caso.
Os setores com maiores custos em violações de dados foram saúde, pelo 14º ano consecutivo, com média de US$ 7,42 milhões por ataque, seguido por serviços financeiros (US$ 5,56 milhões), indústria (US$ 5 milhões) e energia (US$ 4,83 milhões).
Entre os principais meios usados por hackers para invadir sistemas corporativos, o DBIR aponta a exploração de vulnerabilidades de software, com 31% dos casos. Em seguida aparecem o roubo de credenciais e o phishing tradicional. Mesmo assim, o fator humano continua tendo peso elevado, aparecendo em 62% das violações.
Fotol: Canva








































