Japoneses temem uso indevido de IA e pedem limites legais à tecnologia

Saitama – Uma pesquisa feita com 500 pessoas revelou que 73,6% delas defendem a regulamentação da Inteligência Artificial (IA) generativa. O motivo principal é evitar o uso indevido da tecnologia. Você concorda com a regulação da IA?
O levantamento foi feito via online pela R&G Co. Ltd, de Saitama, com o tema “Pesquisa de Conscientização sobre Preocupações com o Desenvolvimento da Tecnologia de IA”, em dezembro (2025), abrangendo pessoas na faixa dos 20 aos 60 anos de idade ou mais.
A pesquisa mostrou que, apesar de ser uma ferramenta que traz muita praticidade para quem sabe usá-la, muitas pessoas não sabem se a IA generativa é realmente segura e até a consideram preocupante.
Entre as 73,6% que defendem a regulamentação da IA generativa, há quem acredite que o seu desenvolvimento deve se dar mediante regras bem estabelecidas.
A pesquisa mostrou que 43 pessoas defendem a interrupção do avanço da IA para que seja regulamentada, apontando risco de uso indevido (23,3%), o cuidado de não permitir que a IA saia do controle (18,6%) ou apenas para proteger as habilidades humanas (11,6%).
Uma mulher de 30 anos disse que, se a humanidade buscar mais desenvolvimento de IA, “pararemos de pensar e nos tornaremos seres totalmente dependentes, com o cérebro atrofiando”. O medo de outros entrevistados é que “qualquer um pode usar a IA sem que tenha uma legislação estabelecida”. Outros apontaram que já há benefícios colhidos em alguns setores, mas que regular a tecnologia poderia combater, por exemplo, casos de deepfake.
Enquanto alguns profissionais se valem de bons comandos para obter resultados práticos em seus trabalhos, a IA desperta ansiedade em outras pessoas.
A pesquisa mostrou que 36,8% dos entrevistados receiam que a IA possa transmitir informações falsas ou incorretas, com o agravante de que os usuários possam acreditar nisso. Uma mulher de 50 anos expressou seu receio pelos vídeos falsos de políticos que circularam pela internet. “Se as pessoas acreditarem no que uma figura influente diz em um vídeo falso, é um grande risco”, comentou ela.
Mas 26,8% dos entrevistados têm medo que informações pessoais ou até comerciais sejam assimiladas pela IA sem que a pessoa tenha ciência disso; 15% receiam perder o emprego para uma máquina; e 13,8% temem que a tecnologia cause variados tipos de dependências.
Takashi Imoto, Diretor Executivo da Media Sketch Co. Ltd., analisou as respostas e comentou que a IA é uma ferramenta e seu impacto positivo ou negativo dependerá do uso que o ser humano fizer dela.
“Como já ocorrem muitos problemas com fake news e imagens falsas, eu também acredito que regras sociais são necessárias. Por outro lado, regulamentações excessivas podem frear o desenvolvimento industrial. Devemos buscar o equilíbrio entre regulamentação e progresso, algo que já enfrentamos com a internet e as redes sociais. Para sanar o medo do desconhecido, o fundamental é conhecer e utilizar a IA para entender a futura divisão de papéis entre humanos e tecnologia.”
Foto: Canva








































