Japão retoma votação eletrônica com tablets em cidade de Miyazaki

Miyazaki – A cidade de Shintomi, em Miyazaki, é a primeira a retomar uma eleição com votação eletrônica. O pleito ocorreu no dia 1 de março, com os eleitores registrando seus votos em tablets fornecidos pela Kyocera Corp., empresa responsável pelo equipamento.
A novidade foi acompanhada por representantes de 30 municípios na eleição suplementar da Assembleia Municipal. Shintomi tem 16 mil habitantes e introduziu a votação eletrônica alegando que a contagem de votos é muito mais rápida e encerra o problema de cédulas ilegíveis ou inválidas, conforme publicou o jornal The Asahi.
O pleito contou com 3.663 votos e todos os gastos do município somaram 11,53 milhões de ienes, mas quase metade do valor foi coberta por recursos do governo central.
A votação eletrônica foi aprovada no ano passado pela assembleia local e o município realizou uma campanha para familiarizar os residentes com as máquinas de tela sensível ao toque.
Durante a votação antecipada, em 26 de fevereiro, foram dispostos seis tablets em um local. Um funcionário municipal desbloqueava cada tablet para os eleitores que chegavam para votar, para impedir que uma mesma pessoa votasse mais de uma vez.
A votação foi rápida, com os nomes dos candidatos exibidos na tela. O eleitor precisava selecionar um deles com uma caneta digital e apertar o botão "votar", após confirmar a sua escolha. Cada voto foi registrado em um pen drive USB e também em um cartão SD inserido no tablet, os quais foram levados em caixas lacradas até o centro de apuração no dia da eleição, onde o computador leu automaticamente os dados e contabilizou os votos.
Na verdade, Shintomi não é pioneira na votação eletrônica. A tecnologia foi aplicada em uma eleição em 2002, em Niimi, na província de Okayama, em um pleito para prefeito e assembleia municipal. O método foi usado em outras 25 eleições locais, mas não proliferou devido ao alto custo.
Os equipamentos são alugados e o sistema operacional desenvolvido conforme as especificações do governo central não era barato. Além disso, em 2005, a Suprema Corte decidiu que o pleito para a assembleia municipal de Kani, em Gifu, realizado em 2003 com votação eletrônica, era inválido.
E não foi por qualquer suspeita sobre manipulação do equipamento, mas porque os servidores aqueceram muito e falharam, tornando a votação mais demorada do que o normal. Por isso, o sistema eletrônico foi abandonado anteriormente.
O município de Shintomi retomou a votação eletrônica depois que o Ministério de Assuntos Internos e Comunicação autorizou, em 2020, o uso de tablets, que são mais baratos que as máquinas antigas. Os tablets foram testados em outras partes do país e mais municípios decidiram utilizá-los.
Foto: Reprodução







































