
Tóquio – Os governos Metropolitano de Tóquio e o nacional estudam medidas para lidar com a queda de cinzas expelidas em uma provável erupção massiva do Monte Fuji. A região de Tóquio será o foco do estudo devido à sua alta densidade populacional, publicou a NHK.
Além de terremotos de grande magnitude, o governo japonês também considera a possibilidade da ocorrência de uma erupção no vulcão mais famoso do país. Caso uma erupção igual à de 1707 ocorra hoje, poderá cobrir áreas amplas de Tóquio, da província de Kanagawa e outras localidades, com um acúmulo de 10 centímetros ou mais de cinzas, dependendo da direção do vento.
O governo considera que um cenário assim poderá até resultar na paralisação do transporte público e prejudicar setores como o de logística.
O país já tem uma diretriz nacional sobre o assunto, que estabelece que pessoas que residem em uma área com acúmulo de 30 centímetros ou mais de cinzas vulcânicas devem buscar um abrigo. Ao mesmo tempo, quem reside em áreas com acúmulo abaixo de 30 centímetros deverá abrigar-se em suas residências ou outros locais.
O governo nacional e o Metropolitano de Tóquio estudam como manter os serviços públicos no caso de queda excessiva de cinzas.
Um dos próximos passos é formar um conselho de especialistas com operadoras de ferrovias, de telecomunicações e outras organizações para definir planos de contingência.
O conselho definirá como usar as previsões de cinzas vulcânicas na suspensão das operações do transporte público e ao solicitar para a população que evite sair de casa.
Outro ponto a ser abordado envolve quais itens alimentícios a população precisará estocar, diante da possibilidade de um impacto prolongado em vários setores da sociedade, além de como será feito o descarte das cinzas acumuladas.
Foto: Canva






































