EUA e Irã assinam acordo de paz, mas mercado ainda deve demorar a reagir

França – Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian, assinaram na quarta-feira (17) um acordo de paz preliminar para encerrar o conflito iniciado em fevereiro. Os dois países confirmaram que o acordo já está em vigor.
O acordo é um memorando de entendimento que havia sido assinado eletronicamente por Trump, pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, e por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e negociador do Irã. As negociações foram mediadas pelo Paquistão, segundo mídias internacionais.
O memorando estabelece que EUA e Irã continuarão as negociações para chegar a um tratado definitivo em até 60 dias.
A assinatura formal estava prevista inicialmente para sexta-feira (19), na Suíça, mas foi antecipada. Mesmo assim, delegações dos dois países ainda devem se reunir em território suíço para dar continuidade às tratativas.
Trump afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz faz parte do acordo. A passagem marítima é uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e derivados.
Impacto no Japão
Para os mercados, a crise iniciada com o conflito não se encerra com a assinatura do acordo nem com a retomada da travessia do Estreito de Ormuz pelos navios. Analistas no Japão avaliam que a normalização do mercado não será imediata.
O problema deixou de ser apenas a reabertura do Estreito e passou a envolver seguro de guerra, custos de travessia, contratos, sanções financeiras, recomposição de estoques e retomada regular da chegada de nafta às cadeias petroquímicas.
Segundo o Logi Today, a possibilidade de a normalização das compras pelas empresas japonesas se completar em até três meses é baixa.
A primeira-ministra Sanae Takaichi comentou que o Japão trabalhará para garantir a segurança no Estreito de Ormuz e que o país atuará em coordenação com os integrantes do G7, noticiou o Yomiuri.
Foto: Canva
Estreito de Ormuz








































