Citizen Vigilante causa controvérsia ao abordar imigração e violência na Europa

Estados Unidos – O filme “Citizen Vigilante” vem causando polêmica na internet e chegou a ser barrado na Alemanha. A obra de ação e suspense foi lançada em junho, trazendo o ator Armie Hammer como Sanders, um rico empresário americano que vive na Croácia. Profundamente indignado com a ineficácia das leis e do sistema, ele decide fazer justiça com as próprias mãos. Assim, Sanders se torna um cidadão vigilante, caçando e executando criminosos, estupradores, imigrantes problemáticos e até juízes corruptos.
O filme, com duração de 1 hora e 29 minutos, foi dirigido pelo cineasta alemão Uwe Boll. A produção é assinada por Uwe Boll e Boris Velican, com distribuição da Event Film Distribution, e pode ser assistida em serviços como Amazon Prime Video e Apple TV. Logo após o lançamento, a obra também foi transmitida gratuitamente na plataforma X por 48 horas.
Em um cenário de forte polarização política em vários países, “Citizen Vigilante” atraiu o apoio de setores ligados à direita por abordar problemas associados à imigração em algumas nações da Europa. Críticos da extrema esquerda, porém, acusam o filme de promover uma mensagem anti-imigração e de estimular atos de violência contra imigrantes.
Apesar disso, as ações praticadas por Sanders são ilegais dentro da própria trama. Por isso, ele se torna um dos homens mais procurados pela polícia e passa a ser caçado pelas autoridades locais e pelo chefe da Interpol, Henry, interpretado pelo ator Costas Mandylor.
Algumas cenas do filme circularam em perfis do Instagram e do Facebook. Em uma delas, Sanders aparece com um revólver com silenciador, decidido a fazer justiça à margem da lei, em um contexto no qual as instituições governamentais e até setores da polícia teriam fracassado em proteger a população ao não encarcerar criminosos.
O diretor Uwe Boll disse que o roteiro foi inspirado em um caso real ocorrido em Hamburgo, na Alemanha, em 2016, no qual jovens acusados de estuprar uma garota de 14 anos receberam penas suspensas, ou seja, permaneceram em liberdade condicional, apesar da gravidade do crime.
A parte mais controversa, porém, é que Sanders também mira crimes cometidos por imigrantes e critica políticas adotadas por governos europeus. Esse detalhe tornou o filme ainda mais explosivo diante do debate sobre imigração em algumas nações do Velho Continente.
Na Alemanha, a obra foi barrada após a agência responsável pela classificação indicativa se recusar a atribuir uma classificação ao filme, o que impede sua exibição nos cinemas e sua distribuição ampla no país. Segundo relatos, as autoridades alemãs consideraram que a obra poderia incitar violência contra imigrantes, acusação rebatida por Uwe Boll.
Foto: Reprodução/Apple TV








































