Alergia ao pólen: 80% relatam piora dos sintomas no ambiente de trabalho

Osaka – Uma pesquisa revelou que quase 80% das pessoas relataram piora dos sintomas da febre do feno, ou kafunsho (花粉症), no ambiente de trabalho durante a temporada de dispersão de pólen de cedro e de cipreste. Os sintomas mais comuns são espirro, coriza e coceira nos olhos, sem falar na sonolência causada pelos medicamentos.
A pesquisa foi realizada pela empresa KS Co. Ltd., de Osaka, em parceria com a Michi Co. Ltd., ouvindo 300 trabalhadores no país. Destes, 41% disseram que obtiveram diagnóstico médico sobre a alergia que sofrem, enquanto 43% acreditam sofrer deste mal, mas sem ter ido ao médico. No total, 84% responderam que percebem sintomas relacionados à alergia ao pólen.
O período do ano mais difícil para quem sofre de kafunsho é a primavera, que recebeu respostas de 238 pessoas (79,3%), enquanto 49 (16,3%) disseram que sofrem mais no outono. Outras 23 pessoas (7,7%) assinalaram que a alergia ocorre durante o ano inteiro.
Mais de 80% sentem algum tipo de desconforto na temporada de pólen, e os principais sintomas mais citados foram coriza por 220 pessoas (73,3%); vermelhidão nos olhos, com 208 pessoas (69,3%); espirros com 187 pessoas (62,3%) e congestão nasal com 132 pessoas (44,0%).
A maioria delas (77%) diz que os sintomas pioram sua produtividade no trabalho. E disseram que os períodos mais difíceis são os de grande circulação de pessoas no ambiente.
Mais precisamente, a alergia ao pólen afeta a muitos com queda de concentração (65,7%), redução da eficiência no trabalho (54,7%), dificuldade no atendimento ao público ou no contato com pessoas (25,0%), e sonolência (23,7%).
Individualmente, 76% dos entrevistados usam máscara, enquanto 45,3% preferem usar spray nasal ou colírio, e 37,7% usam medicamentos.
Como reduzir os efeitos
As partículas de pólen dispersas pelo vento são aspiradas pelo nariz e causam reações alérgicas em algumas pessoas, pois o corpo age para eliminá-las pelo espirro ou coriza. Quando atingem os olhos, causam coceira e lacrimejamento. Mas ocorre também coceira na garganta e na pele, diarreia e sensação febril, segundo a NHK.
Quando a contagem de pólen no ar está alta, os sintomas pioram, segundo os médicos. Mesmo as pessoas que não têm sintomas devem se precaver.
Uma pesquisa nacional mostrou que 42,5% das pessoas no Japão sofrem de febre do feno. Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão plantou cedros nas montanhas diante da forte demanda por madeira para construção de moradias. Mas as árvores liberavam grandes quantidades de pólen no ar e assim foi aumentando o número de pacientes com febre do feno.
Algumas das recomendações para amenizar a situação envolvem usar máscara e óculos para bloquear a entrada do pólen. Usar chapéu de aba larga também ajuda. Deve-se evitar usar lã, tecido no qual o pólen adere facilmente.
Ao chegar em casa, deve-se retirar o pólen das roupas na soleira da porta, e é recomendado fazer gargarejo, lavar as mãos e trocar de roupa. Outra sugestão é: antes de usar um aspirador de pó, é preciso passar um pano úmido no chão para evitar que o pólen se disperse no ambiente.
Outro caminho é iniciar um tratamento antes do início da temporada de pólen. Existem medicamentos encontrados em farmácias e drogarias bons para tratar a alergia. Mas existem clínicas que aplicam injeções para tirar a sensibilidade do organismo ao pólen. O melhor caminho, nestes casos, pode ser determinado em uma consulta com um otorrinolaringologista.
Foto: Canva






































