Pesquisa aponta ligação entre celebração do Ano Novo e satisfação no trabalho no Japão

Tóquio – Uma pesquisa realizada pela empresa Mizukara revelou que quase 60% dos japoneses não pretendem viajar neste final de ano, preferindo ficar com a família. No entanto, uma em cada quatro pessoas entrevistadas afirmou que planeja sair para visitar templos, aproveitar liquidações em lojas ou viajar. E você, o que planeja fazer no Ano Novo?
A Mizukara, sediada em Tóquio, é uma empresa de coaching de carreira para indivíduos e de desenvolvimento organizacional para empresas, entre outros serviços, com foco na construção de uma vida mais plena. A pesquisa foi realizada online no dia 18 de novembro com 500 pessoas de 25 a 59 anos de idade em todo o Japão.
O levantamento teve como tema “Pesquisa sobre a correlação entre a forma de passar o fim de ano e Ano-Novo e a satisfação no trabalho”, levando em consideração o feriado prolongado do período, conhecido como Oshogatsu.
Além dos cerca de 60% que pretendem ficar em casa, 14% disseram que permanecerão trabalhando, de acordo com a natureza de seus empregos, enquanto 1,8% dos entrevistados afirmaram que planejam aproveitar plenamente o feriado.
A Mizukara analisou as respostas dos entrevistados em relação ao Ano Novo e ao nível de satisfação no trabalho. O resultado indica que, quanto mais engajada uma pessoa está em sua atividade profissional, mais ativa ela tende a ser nesse período de transição para o novo ano.
Por outro lado, segundo a análise da Mizukara, quem decide passar o período “dormindo”, sem sequer ir a um templo para saudar o novo Ano, apresenta uma tendência de menor satisfação no trabalho.
Ficou evidente que a postura e o estado emocional em relação ao trabalho, que ocupa a maior parte do ano na vida das pessoas, exercem grande influência também sobre a forma de aproveitar os períodos de descanso.
Outra constatação é que trabalhar no fim de ano e no Ano Novo não significa necessariamente ter alta motivação profissional. Tirando os casos inevitáveis, parece ser importante aproveitar esse período para descansar adequadamente e renovar o estado emocional.
Envio de cartão de Ano Novo
Outra pesquisa, desta vez realizada pela Futaba Co. Ltd, de Nagoya (Aichi), revelou que 71,5% dos japoneses já ignoraram uma tradição do país, o envio de cartões de Ano Novo. O levantamento foi feito entre os dias 8 e 10 deste mês, de forma online, com 200 pessoas.
Apesar de mais de 70%, ou 143 entrevistados, terem afirmado que já ignoraram cartões de felicitações de Ano Novo, outros 70% disseram que ficam felizes quando recebem um. O dado aponta para o enfraquecimento da tradição, que aumenta drasticamente o volume de trabalho dos correios nessa época.
As justificativas para receber um cartão e não enviar outro como resposta variam. Um homem de 40 anos disse que “é um incômodo”. Uma mulher na mesma faixa etária afirmou que enviou no ano passado, mas acrescentou: “Mas eles nunca responderam, então parei de enviar”. Já uma mulher de 30 anos alegou que é mais fácil resolver tudo pelo aplicativo Line.
Curiosamente, 58% das pessoas que ignoraram o cartão recebido disseram ter se sentido culpadas, enquanto 42% afirmaram não sentir nada a respeito. Entre os que já ignoraram a tradição, 58,0% (80 pessoas) responderam que “sentiram culpa”, enquanto 42,0% (58 pessoas) disseram que “não sentiram”.
Segundo a Futaba, entre aqueles que mantêm viva a tradição de enviar e responder cartões de Ano Novo, as motivações incluem o entendimento de que responder é um ato de educação, conforme relatou um homem de 20 anos, enquanto uma mulher de 40 anos considera “indelicado responder por e-mail ou telefone”.
Foto: Canva








































