Japão se prepara para novo verão sufocante apesar do El Niño

Tóquio — O verão deste ano deverá ter temperaturas acima da média em todo o Japão, mesmo com o desenvolvimento do fenômeno El Niño desde a primavera, segundo a Agência Meteorológica do Japão. O padrão climático costuma ser associado a verões mais amenos no país, mas outros fatores devem pesar mais neste ano.
O El Niño é um fenômeno em que as temperaturas da superfície do mar ficam acima do normal no Pacífico equatorial, em uma área que se estende da costa do Peru, na América do Sul, até o centro do Oceano Pacífico. Isso não significa, porém, que todos os lugares do mundo fiquem mais quentes ao mesmo tempo, segundo o News on Japan.
O fenômeno altera a circulação atmosférica global e influencia ventos, correntes de jato, áreas de chuva e sistemas de pressão. Cada região sente esses efeitos de uma forma diferente.
No caso do Japão, o El Niño costuma enfraquecer ou deslocar padrões atmosféricos que favorecem calor intenso no verão. Por isso, em muitos anos marcados pelo fenômeno, o país tende a registrar um verão mais ameno, mais nublado ou mais chuvoso, dependendo das demais condições climáticas.
Neste ano, porém, a situação deve ser diferente. Apesar da influência do El Niño, a Agência Meteorológica do Japão prevê que a corrente de jato fique mais ao norte do que o normal, permitindo que a alta pressão do Pacífico avance sobre o arquipélago. Esse sistema favorece tempo firme, calor intenso e temperaturas acima da média.
Segundo a agência, o verão deste ano poderá se parecer com o de 2023, quando o Japão enfrentou calor extremo. A previsão considera que as correntes de jato de oeste devem permanecer deslocadas para o norte, o que facilita o fortalecimento da alta pressão do Pacífico sobre o país.
O El Niño também poderá influenciar a formação e a trajetória dos tufões. As tempestades podem se deslocar por águas oceânicas mais aquecidas e permanecer ativas por períodos mais longos, dependendo das condições atmosféricas ao longo da temporada.
A expectativa é que o fenômeno El Niño continue até o outono.
Foto: Canva







































