Japão dobra número de regiões que cobram imposto sobre hospedagem

Tóquio – O mês de abril começa com a expansão do imposto sobre hospedagem, que é adotado por governos locais para lidar com o aumento de turistas e ao mesmo tempo fortalecer a infraestrutura do setor. Vinte novas regiões foram adicionadas ao sistema, incluindo Hokkaido e Hiroshima, fazendo com que o número de áreas que aplicam a taxa tenha dobrado no país.
Na província de Hokkaido, o imposto varia entre 100 e 500 ienes por pessoa, por noite, dependendo do valor da hospedagem. Nas principais cidades da região, como Sapporo e Hakodate, a cobrança pode chegar a 2.000 ienes em acomodações mais caras. Em alguns casos, há ainda a possibilidade de cobrança simultânea de taxas municipais, o que pode elevar o valor final pago pelo viajante.
Na região de Yugawara, em Kanagawa, famosa por suas águas termais, os valores ficam entre 300 e 500 ienes por noite. Já em cidades como Gifu, na província de mesmo nome, e Toba, em Mie, o imposto gira em torno de 200 ienes por pessoa. Essas quantias são consideradas moderadas, mas refletem o esforço das autoridades locais para garantir recursos destinados à manutenção de áreas turísticas e melhoria dos serviços.
Já a província de Hiroshima adotou um modelo diferente, aplicando o imposto apenas a estadias com valor superior a 6.000 ienes por noite. Esse formato busca evitar impacto sobre hospedagens de baixo custo, ao mesmo tempo em que garante arrecadação em regiões com maior fluxo turístico.
O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo e a Agência de Turismo do Japão informaram que a ampliação dessas taxas faz parte de uma estratégia nacional para enfrentar desafios como o excesso de turistas e o aumento expressivo de visitantes estrangeiros. Os recursos arrecadados são direcionados a melhorias em infraestrutura, conservação de pontos turísticos e ampliação de serviços voltados a turistas.
A Organização Nacional de Turismo do Japão cita que a retomada do turismo internacional após a pandemia intensificou a pressão sobre destinos populares, especialmente em grandes cidades e regiões históricas. Com isso, governos locais passaram a buscar fontes próprias de financiamento para manter a qualidade da experiência turística e reduzir impactos negativos nas comunidades.
Para os viajantes, o principal efeito será um aumento discreto no custo das hospedagens, principalmente em áreas mais procuradas. Ainda assim, autoridades defendem que a medida contribui para um turismo mais sustentável e organizado. Como as regras variam conforme a localidade, a recomendação é sempre verificar informações atualizadas nos sites oficiais das prefeituras antes de viajar.
Foto: Canva






































