Japão atinge recorde histórico de 4 milhões de estrangeiros residentes

Tóquio – O Japão registrou o recorde de 4,13 milhões de estrangeiros no ano de 2025, segundo a Agência de Serviços de Imigração. É a primeira vez que o total ultrapassa a marca de 4 milhões, em um momento em que o governo busca medidas para limitar a entrada de imigrantes no país.
Precisamente, existem 4.125.395 cidadãos estrangeiros residindo no Japão, um aumento de 9,5% em relação ao ano anterior, atingindo um recorde histórico pelo quarto ano consecutivo, publicou a Kyodo.
Esse total representa 3,36% da população do país, um aumento em comparação aos 3,04% de 2024. Destes, 947.000 são residentes permanentes, enquanto 475.000 são portadores de vistos em áreas de trabalho especializado, como engenharia ou humanidades.
Os chineses lideram a lista de maiores comunidades, com 930.428 pessoas, seguidos pelos vietnamitas, com 681.100 indivíduos, e pelos sul-coreanos, com 407.341. Os filipinos estão em quarto lugar, com 356.579; em quinto estão os nepaleses, com 300.992; os indonésios estão na sexta posição, com 266.069; e o Brasil aparece em sétimo lugar, com 210.014.
O país quer um maior controle sobre a entrada de estrangeiros, abrindo gradualmente as passagens para trabalhadores de fora nos últimos anos, quando enfrenta uma grave falta de mão de obra em diversos setores da economia.
Restrição a refugiados
O Japão é conhecido por ser ainda mais restrito quanto a reconhecer refugiados. Em 2025, o país liberou a entrada para 187 deles, sendo 123 afegãos, 26 iemenitas e 11 chineses.
O governo aceitou um total de 474 pessoas, sendo que a maioria é composta por ucranianos, em razão da guerra prolongada de seu país com a Rússia. O Japão concedeu status de residência a 525 pessoas por razões humanitárias.
O número de estrangeiros que pedem status de refugiado tem caído desde que a Imigração iniciou um plano de eliminar imigrantes ilegais em maio do ano passado. A agência afirmou que o plano ajudou a reduzir os casos em que o sistema era mal utilizado ou abusado.
Foto: Canva






































