Governo do Japão estuda mudanças nas regras de horas extras após pesquisa com trabalhadores

Tóquio – Uma pesquisa do governo revelou que 10% dos trabalhadores querem trabalhar mais horas do que as regras permitem. Enquanto isso, cerca de 60% consideram que suas jornadas de trabalho estão boas.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, com base no levantamento feito entre outubro e dezembro (2025), conforme publicaram o Yomiuri e a Jiji Press. A pesquisa abrangeu 3.000 pessoas e 327 empresas.
O governo questionou os trabalhadores sobre as horas de trabalho, como parte de uma revisão abrangente da lei de 2019, a qual introduziu limites para horas extras, como 45 horas por mês e 360 horas por ano.
Para 59,5% dos entrevistados, a situação atual é satisfatória, enquanto 30% querem reduzir as horas trabalhadas e 10,5% disseram que desejam aumentar a jornada nas empresas. No entanto, 0,5% afirmaram que pretendem ir além, com pelo menos 80 horas extras por mês, o que corresponde ao limite associado à morte por excesso de trabalho.
Mais de 90% responderam que um limite razoável de horas extras mensais seria de 45 horas ou menos, o teto estabelecido pelas regulamentações.
Com relação às empresas, 61,5% consideram positivo o atual regime, enquanto 22,3% querem que a jornada seja reduzida e 16,2% desejam aumentar o tempo de trabalho.
A primeira-ministra Sanae Takaichi já demonstrou interesse em tornar os limites flexíveis e instruiu o ministro Kenichiro Ueno a buscar o relaxamento das regulamentações sobre jornada de trabalho. O ministério planeja avançar na revisão da Lei de Normas Trabalhistas com base nos resultados da pesquisa.






































