Japão registra queda no tempo de descanso e retração no consumo, aponta pesquisa

Tóquio - Uma pesquisa sobre tendências de consumo revelou que o tempo gasto pelas pessoas dormindo e em casa está diminuindo. Além disso, continuam as restrições ao consumo, segundo a empresa Cross Marketing Co. Ltda.
O levantamento foi realizado em outubro com 1.200 participantes de 20 a 69 anos nas 47 províncias do Japão.
A Pesquisa de Ponto Fixo sobre Tendências de Consumo ocorre duas vezes por ano (maio e outubro) e busca obter dados básicos para avaliar tendências econômicas, comparando as condições de vida atuais com as do passado em termos de renda, consumo e comportamento.
Em outubro o salário mínimo nas 47 províncias superou 1.000 ienes por hora, a Expo Kansai Osaka chegou ao fim e o gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi tomou posse.
Menos tempo relaxando
Os entrevistados indicaram que o Índice de Discriminação (ID) para tempo gasto dormindo e tempo gasto em casa caiu 6 pontos em relação ao mesmo período do ano passado. O tempo em casa atingiu o nível mais baixo desde a pesquisa de maio de 2009. Outros itens também apresentaram queda, como tempo gasto com hobbies (4 pontos) e tempo livre (3 pontos).
Horas de trabalho, renda salarial, poupança, despesas com alimentação e outros pontos não sofreram variações. Como não houve aumentos nos valores do índice para essas condições de vida, a equipe da Cross Marketing infere que as pessoas estão relaxando menos.
Entretenimento
No campo do entretenimento e dos hobbies, houve queda de 5 a 10 pontos percentuais em práticas como jogos de azar, incluindo pachinko e corridas de cavalo, uso de serviços de streaming de vídeo, idas a instalações esportivas e uso de cibercafés.
A pesquisa também mostrou redução na quantidade de cerveja consumida em casa, na frequência de visitas a lojas de conveniência e nas idas a lojas de reciclagem.
Já os gastos com comunicação por smartphone aumentaram 6 pontos percentuais. Ainda assim, o levantamento indicou retração no consumo em geral devido ao avanço contínuo dos preços.
E o futuro da economia?
Quando questionados sobre a economia no próximo ano, 37% acreditaram que a situação vai piorar e apenas 10% disseram que deve melhorar, refletindo uma perspectiva pouco otimista.
Ao menos 60% afirmaram esperar que seus gastos normais permaneçam iguais no próximo ano.
Foto: Banco de Imagens







































