Japão endurece regras para drones, com ampliação de áreas proibidas

Tóquio – As regras para o uso de drones no Japão ficarão mais rígidas. O país promulgou uma lei que amplia as áreas de proibição de voo para esses equipamentos, passando de cerca de 300 metros ao redor de instalações importantes para cerca de 1.000 metros. A medida faz parte das ações de combate ao terrorismo.
As zonas em questão ainda não foram especificadas, mas instalações nos distritos de Chiyoda e Minato, em Tóquio, devem ser incluídas, como o Palácio Imperial, a residência oficial da primeira-ministra e a Embaixada dos Estados Unidos. O governo prevê que algumas zonas de proibição de voo poderão se estender por mais de 1 quilômetro, dependendo das características geográficas, noticiou a Kyodo.
Pela lei, pilotar um drone dentro de uma zona designada como “amarela”, onde os voos são proibidos, resultará em punição imediata de até 6 meses de prisão ou multa de até 500 mil ienes. Atualmente, as autoridades só podem tomar medidas imediatas quando um drone voa diretamente sobre uma instalação importante designada, área conhecida como “zona vermelha”.
Nas novas regras, algumas instalações serão designadas como áreas de proibição de voo por períodos determinados, quando forem usadas para cerimônias ou eventos com a presença de autoridades.
A Agência Nacional de Polícia (ANP) divulgou em dezembro que, quando a lei foi criada, em 2016, os drones voavam a cerca de 50 km/h. Os modelos atuais podem atingir de 70 a 80 km/h, enquanto alguns fabricados no exterior podem chegar a 150 km/h.
A distância de transmissão de imagens de vídeo também aumentou. Antes, os drones transmitiam imagens a distâncias de 200 a 300 metros. Agora, podem chegar a até 10 km. A capacidade de carga também subiu, passando de uma faixa entre 80 gramas e 5 quilos para até 30 kg.
O governo deverá exibir as áreas com restrições nos mapas online da Autoridade de Informação Geoespacial do Japão e trabalhará com varejistas para ampliar a conscientização dos usuários desses equipamentos sobre as novas regras.
Foto: Canva







































