
Tóquio – Neste dia 31 de maio é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, uma data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987. O dia surgiu como uma resposta global ao avanço do consumo de tabaco e aos impactos crescentes na saúde pública. O principal objetivo é conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo, incentivar políticas de controle e reduzir o número de fumantes no mundo. No Japão, o cartão Taspo usado para compra de cigarro em máquinas deixará de existir.
A campanha anual também busca alertar sobre as estratégias da indústria do tabaco, incluindo novos produtos, como os cigarros eletrônicos, que têm ganhado espaço principalmente entre os jovens. A OMS utiliza a data para divulgar estudos, promover campanhas educativas e pressionar governos a adotarem medidas mais rígidas de controle.
No cenário global, estima-se que mais de 1,1 bilhão de pessoas fumem atualmente. O tabaco é responsável por cerca de 8 milhões de mortes por ano no mundo, sendo mais de 7 milhões decorrentes do uso direto e cerca de 1,3 milhão por exposição ao fumo passivo.
No Japão, o número de fumantes vem caindo ao longo das últimas décadas, mas ainda é um dado considerável. Números recentes indicam que cerca de 15% a 17% da população adulta fuma. Entre os homens, a taxa é mais alta, enquanto entre as mulheres permanece menor. Mesmo com a queda, o país ainda enfrenta desafios, especialmente com o uso de produtos alternativos.
Os cigarros tradicionais funcionam por meio da queima do tabaco, liberando nicotina e milhares de substâncias químicas, muitas delas tóxicas e cancerígenas. Já os cigarros eletrônicos, ou dispositivos de vaporização, aquecem um líquido que contém nicotina, aromatizantes e outras substâncias, gerando um vapor inalado pelo usuário.
Embora sejam frequentemente divulgados como menos prejudiciais, estudos indicam que os cigarros eletrônicos também apresentam riscos. Pesquisas apontam impactos no sistema respiratório, cardiovascular e potencial de dependência. No Japão, além dos eletrônicos, são populares os dispositivos de tabaco aquecido, como o IQOS, que não queimam o tabaco, mas o aquecem. Ainda assim, especialistas alertam que eles não são isentos de danos à saúde.
Fim do cartão Taspo
Outro tema relevante no país é o fim gradual do cartão Taspo, utilizado em máquinas automáticas para compra de maços de cigarros. O sistema foi introduzido em 2008 como forma de impedir que menores de idade comprassem tabaco, exigindo um cartão com verificação de idade.
Com o passar dos anos, o uso do Taspo caiu drasticamente. A popularização de lojas de conveniência, que já fazem controle de idade diretamente no caixa, reduziu a necessidade do cartão. Além disso, houve custos operacionais elevados para manter o sistema e queda no número de usuários.
Estima-se que milhões de cartões tenham sido emitidos no auge do sistema, mas hoje apenas uma pequena parcela continua ativa. As vendas em máquinas automáticas também diminuíram significativamente, representando uma fração do total de cigarros consumidos no país.
O cartão Taspo não é mais emitido e já há uma diminuição na manutenção das máquinas compatíveis até que sejam retiradas de operação.
Para os fumantes, a principal alternativa seguirá sendo a compra em lojas de conveniência, supermercados e tabacarias, onde a verificação de idade é feita pelos atendentes.
O fim do Taspo simboliza não apenas uma mudança tecnológica, mas também uma transformação no comportamento de consumo e nas políticas de controle do tabaco no Japão.
Foto: Canva





































