Brasil leva à Expo 2025 inovação verde feita de cana-de-açúcar

Osaka – A Sala Multiuso, localizada no edifício dois do Pavilhão Brasil, na Expo 2025 Osaka, está com o piso totalmente azul. Até sexta-feira (5), o público pode conferir esse gramado feito de bioplástico, cuja base é uma das matérias-primas mais usadas no Brasil: a cana-de-açúcar.
A marca desse plástico vegetal é “I'm green™ bio-based”, desenvolvida pela Braskem, responsável pela exposição. O gramado, intitulado Poligras Paris GT Zero, é o único com carbono zero para hóquei e foi escolhido para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 e de Tóquio 2022, consolidando o reconhecimento do uso sustentável.
O diretor do Pavilhão Brasil, Pablo Lira, destacou que a exposição está alinhada à proposta do espaço brasileiro e da Expo: “A sustentabilidade é a chave para o futuro, e essa é a principal mensagem que o Brasil tem a oferecer ao mundo. Vamos mostrar e agir de forma sustentável, inovadora e com foco no planeta.”
O Pavilhão Brasil é organizado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Além disso, o bioplástico já tem sido aplicado em outros produtos. É o caso do tênis ASICS GEL-LYTE™ III CM 1.95, apontado como o calçado com menor emissão de CO₂. Visualmente semelhante a um tênis comum, ele traz tecnologia certificada por entidade independente e conforme a norma ISO 14067. Palmilhas e solados são todos produzidos com bioplástico.
Segundo a Braskem, para cada 1 quilo de I'm green™ bio-based usado em substituição ao plástico de origem fóssil, 5 quilos de CO₂ são absorvidos.
A mostra reflete o conceito do Pavilhão Brasil de “Abraçando a Sustentabilidade e Celebrando a Vida”.
Os visitantes podem vivenciar em primeira mão como o bioplástico contribui para uma sociedade neutra em carbono e para a economia circular por meio de produtos reais.
O gerente-geral da Braskem no Japão, Frederico Akira Campos, reforçou: “Produzimos bioplástico a partir de cana-de-açúcar e etanol. O plástico de origem biológica não apenas reduz o impacto ambiental dos plásticos fósseis, como também pode ser reciclado com a mesma qualidade.” Ele enfatizou que os bioplásticos promovem sustentabilidade sem abrir mão do desempenho tradicional.
A exposição também foi elogiada por visitantes japoneses. Yukio Kinoshita, de Osaka, expressou esperança de que a tecnologia seja amplamente adotada no país: “É maravilhoso reciclar recursos naturalmente, mesmo com limitações. Também temos cana-de-açúcar em Okinawa, e ela pode ser aplicada em diversas áreas.”
A Braskem é uma empresa petroquímica global, com 40 unidades industriais no Brasil, Estados Unidos, México e Alemanha. Exporta para mais de 71 países, respeitando normas internacionais de conformidade e promovendo competitividade responsável.
Foto: ApexBrasil








































