Gravidez e saúde da criança em Shizuoka: caderneta materno-infantil, exames e vacinação

Shizuoka - Gestantes e famílias com crianças que vivem em Shizuoka contam com serviços de acompanhamento que começam antes do nascimento e seguem pelos primeiros anos de vida. A rede reúne consultas, exames, vacinação, orientações sobre desenvolvimento e apoio no pós-parto. Para entrar nesse acompanhamento, uma das primeiras providências é comunicar a gravidez ao município de residência e receber a caderneta materno-infantil.
O atendimento envolve responsabilidades diferentes. As instituições de saúde realizam consultas e procedimentos, enquanto as prefeituras organizam serviços de saúde materno-infantil, entregam documentos e administram subsídios. Por isso, a família precisa acompanhar tanto as orientações médicas quanto os comunicados enviados pelo município.
Os critérios nacionais ajudam a entender o sistema, mas a quantidade de cupons, os valores cobertos, os agendamentos e a oferta de determinados serviços devem ser conferidos na cidade onde a pessoa mora. O portal do Ministério da Saúde sobre serviços durante a gravidez explica essa divisão.
A primeira providência após a confirmação da gravidez
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar orienta que a comunicação da gravidez, chamada 妊娠届出, ninshin todokede, seja feita o quanto antes no município de residência. Esse procedimento permite receber a caderneta, os documentos para o pré-natal subsidiado e informações sobre os serviços disponíveis.
O formulário pode aparecer com o nome 妊娠届出書, ninshin todokedesho. Antes de comparecer, é necessário verificar no site da prefeitura os documentos exigidos, a necessidade de agendamento e a disponibilidade de apoio em outro idioma.
Nesse contato, a gestante também pode apresentar dúvidas sobre o acompanhamento, dificuldades de comunicação e necessidades de apoio familiar. As administrações municipais oferecem orientações por profissionais de saúde e informações sobre atividades de preparação para mães e pais.
Para localizar o setor responsável, a província mantém uma relação dos departamentos de saúde materno-infantil dos municípios de Shizuoka. As orientações nacionais para uma gravidez saudável também estão disponíveis no site do ministério.
Para que serve a caderneta materno-infantil
A caderneta materno-infantil, 母子健康手帳, boshi kenkō techō, frequentemente chamada de boshi techō, é entregue gratuitamente pelo município após a comunicação da gravidez. Ela reúne informações sobre a saúde da gestante, o parto, a recuperação da mãe, o crescimento da criança, os exames e as vacinas.
Parte dos campos é preenchida pelos profissionais de saúde e parte pelos responsáveis. O documento permite consultar o histórico quando a família muda de médico, procura outro serviço ou passa a morar em outra cidade.
A caderneta deve acompanhar a gestante no pré-natal e, depois do nascimento, a criança nas consultas, avaliações e vacinações. Ela também contém orientações para a família e espaços para registrar o desenvolvimento.
A Agência para Crianças e Famílias disponibiliza informações oficiais sobre a caderneta e um portal com versões em outros idiomas, incluindo português. A existência de material digital em português não garante que todas as prefeituras tenham exemplares impressos disponíveis. Essa possibilidade deve ser consultada no atendimento municipal.
Como funciona o pré-natal
As consultas de acompanhamento da gestação são chamadas 妊婦健康診査, ninpu kenkō shinsa, ou, de forma abreviada, 妊婦健診, ninpu kenshin.
Segundo a Agência para Crianças e Famílias, a referência nacional é de aproximadamente 14 consultas até o parto, com aumento da frequência à medida que a gravidez avança.
| Período da gravidez | Frequência de referência |
| Do início da gestação até 23 semanas | Uma consulta a cada quatro semanas. |
| De 24 a 35 semanas | Uma consulta a cada duas semanas. |
| A partir de 36 semanas até o parto | Uma consulta por semana. |
Esse é um padrão de acompanhamento. O número de consultas e os intervalos podem mudar conforme a saúde da gestante e do bebê e a avaliação do profissional responsável. Também não significa que todos os municípios entreguem exatamente 14 cupons.
Os critérios estão na página nacional sobre o pré-natal.
O que os exames verificam
O pré-natal acompanha a evolução da gravidez e permite identificar condições como anemia, hipertensão gestacional e diabetes gestacional. As avaliações incluem entrevista clínica, medidas corporais, pressão arterial, exames de urina e outros procedimentos definidos conforme a fase da gestação.
A referência nacional contempla exames de sangue para verificar grupo sanguíneo, fator Rh, anticorpos irregulares, hemograma e glicemia. Também inclui investigação de hepatites B e C, Virus de Inmunodeficiência Humana (HIV), sífilis e Vírus Linfotrópico de Células T Humanas tipo 1 (HTLV-1), além da avaliação de anticorpos contra a rubéola.
O acompanhamento prevê ainda ultrassonografias e, nos momentos indicados, exames relacionados à clamídia, ao estreptococo do grupo B e à avaliação do colo do útero. Nem todos são realizados em todas as consultas.
Os procedimentos e sua finalidade estão descritos nos critérios nacionais para os exames da gestante, em PDF. A equipe que acompanha a gravidez deve explicar os resultados e informar quando há necessidade de investigação adicional.
Exames específicos de investigação fetal
Testes como o Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT), realizado com sangue da gestante para avaliar a possibilidade de determinadas alterações cromossômicas, têm finalidade e condições próprias. Um resultado positivo nesse teste não constitui, isoladamente, diagnóstico definitivo.
A decisão de realizar esse tipo de exame deve ser informada, com explicação sobre o que ele pode detectar, suas limitações, os custos e o aconselhamento disponível. A Agência para Crianças e Famílias mantém uma página sobre os exames antes do nascimento.
Cupons ajudam a pagar os exames
Os documentos utilizados para o atendimento subsidiado podem ser chamados 受診票, jushinhyō, ou 受診券, jushinken. A prefeitura informa quais devem ser apresentados em cada consulta.
O acompanhamento de rotina de uma gravidez sem intercorrências normalmente não é coberto pelo seguro de saúde, conforme explica o Ministério da Saúde. Os subsídios municipais reduzem esse custo, mas podem existir valores a pagar quando o preço do atendimento supera o limite coberto ou quando o procedimento não está incluído.
Antes de iniciar o uso dos cupons, a gestante deve confirmar a quantidade disponível, os exames abrangidos, as instituições que os aceitam e as regras para situações específicas, como a gestação múltipla. O portal nacional sobre serviços na gravidez ressalta que quantidade, valor e conteúdo do auxílio variam entre municípios.
Se houver mudança de cidade, a caderneta e seu histórico devem ser preservados. Os cupons, porém, precisam ser conferidos com a nova prefeitura, pois os documentos da cidade anterior podem perder a validade. Essa distinção aparece, por exemplo, nas orientações de Kakegawa.
Quem pretende fazer exames ou ter o bebê fora da província deve consultar previamente a prefeitura e a instituição de destino. Pode ser necessário pagar primeiro e solicitar o subsídio depois, apresentando recibos e outros comprovantes. Os prazos e as despesas aceitas são municipais. As regras para atendimento em outra região do Japão também não devem ser presumidas como válidas para consultas realizadas no Brasil.
Vacinação durante a gravidez teve mudança em 2026
Desde 1º de abril de 2026, a vacinação materna contra o vírus sincicial respiratório, conhecido no Japão pela sigla RSV, integra o calendário regular nacional.
O público é formado por gestantes entre 28 semanas e 0 dias e 36 semanas e 6 dias no momento da aplicação. O esquema prevê uma dose na gestação. A mulher que recebeu essa vacina em uma gravidez anterior também pode integrar o público na nova gestação.
Os anticorpos produzidos pela mãe passam pela placenta e ajudam a proteger o bebê contra doenças das vias respiratórias inferiores causadas pelo vírus após o nascimento. O momento da aplicação deve ser combinado com o obstetra, especialmente quando há parto programado. A prefeitura informa como utilizar o programa e quais instituições realizam a vacinação.
Os detalhes estão na página do Ministério da Saúde sobre a vacina contra RSV.
A avaliação de imunidade contra a rubéola também merece atenção no pré-natal. A vacina MR, contra sarampo e rubéola, não é aplicada durante a gravidez. Quando houver necessidade de vacinação, o profissional deve orientar o momento apropriado, conforme as informações oficiais sobre a MR.
A saúde da mãe também é acompanhada depois do parto
O nascimento do bebê é seguido pela avaliação da recuperação física e da saúde mental da mãe. As orientações nacionais apresentam consultas por volta de duas semanas e de um mês após o parto, embora algumas instituições realizem apenas a de um mês.
Essas avaliações podem aparecer como 産婦健康診査, sanpu kenkō shinsa. A família deve confirmar a programação da maternidade e a existência de cupons municipais. Dúvidas sobre amamentação, ansiedade, exaustão e dificuldades com a rotina também podem ser apresentadas à equipe.
Há ainda o programa de cuidados pós-parto, 産後ケア事業, sango kea jigyō. Ele pode oferecer apoio com permanência em uma instituição, atendimento durante o dia ou visitas domiciliares. As modalidades disponíveis, os critérios, os custos e a inscrição dependem do município.
Informações: acompanhamento da gravidez e do pós-parto e programa nacional de cuidados pós-parto.
Quais exames o recém-nascido pode receber
Nos primeiros dias de vida, a família deve confirmar com a maternidade a realização da triagem neonatal por coleta de sangue, 新生児マススクリーニング検査, shinseiji masu sukurīningu kensa.
Em Shizuoka, a coleta é realizada, em regra, no quarto ou quinto dia de vida. O painel básico informado pela província pesquisa 21 doenças, incluindo alterações metabólicas e condições como hipotireoidismo congênito.
A análise é custeada pelo poder público, mas a coleta de sangue pode gerar despesa para a família. O pedido é feito na instituição do parto. Se o bebê nascer em outra província, aplicam-se o programa e o conjunto de exames do local do nascimento.
Desde 1º de maio de 2025, Shizuoka participa também de um projeto que acrescenta a pesquisa de atrofia muscular espinhal, SMA, e imunodeficiência combinada grave, SCID. As duas análises utilizam a amostra já coletada, sem nova coleta ou custo adicional desses exames, mediante consentimento. As cidades de Shizuoka e Hamamatsu participam do mesmo sistema.
Fontes: triagem neonatal em Shizuoka e projeto de ampliação para SMA e SCID.
Teste da audição
A triagem auditiva neonatal, 新生児聴覚検査, shinseiji chōkaku kensa, busca identificar precocemente alterações da audição. A família deve confirmar se o exame foi realizado, qual foi o resultado e se existe indicação de repetição ou avaliação especializada.
Uma indicação de investigação adicional precisa ser acompanhada pela equipe; o resultado de triagem, por si só, não deve ser interpretado pela família como diagnóstico definitivo. Os valores subsidiados e as condições de utilização do auxílio devem ser consultados no município.
As orientações nacionais sobre a triagem auditiva, em PDF explicam a importância da identificação e do acompanhamento precoces.
Os exames da infância acompanham crescimento e desenvolvimento
As avaliações de saúde de bebês e crianças pequenas recebem o nome 乳幼児健康診査, nyūyōji kenkō shinsa. Elas permitem acompanhar a saúde, o crescimento e o desenvolvimento e orientar a família quando há necessidade de avaliação adicional.
A legislação nacional determina que os municípios ofereçam exames de saúde para crianças de 1 ano e 6 meses e de 3 anos. A Agência para Crianças e Famílias informa também apoio à realização de avaliações em outras etapas.
| Idade ou etapa | Como o acompanhamento é organizado |
| Cerca de 1 mês | Avaliação inicial do bebê; confirmar a consulta e as condições de subsídio. |
| Entre 3 e 6 meses | Acompanhamento conforme a programação municipal. |
| Entre 9 e 11 meses | Nova avaliação durante o primeiro ano, conforme o município. |
| 1 ano e 6 meses | Exame cuja oferta pelos municípios está prevista na legislação nacional. |
| 3 anos | Exame também previsto na legislação nacional como obrigação de oferta municipal. |
| 5 anos | Avaliação cuja expansão recebe apoio nacional; verificar a disponibilidade na cidade. |
As idades exatas dos atendimentos locais, os convites e o formato individual ou coletivo devem ser conferidos com a prefeitura. O exame de 5 anos não deve ser presumido como já disponível em todos os municípios.
A referência está na página nacional sobre exames na primeira infância.
Além das avaliações médicas, a programação pode incluir saúde bucal, alimentação, visão e outros aspectos do desenvolvimento. Os procedimentos variam conforme a idade e o serviço. Na cidade de Shizuoka, por exemplo, a descrição dos exames infantis informa medidas corporais, avaliações médicas e odontológicas e orientações de saúde.
Visitas e consultas ajudam a identificar necessidades de apoio
O programa de visitas a famílias com bebês, 乳児家庭全戸訪問事業, nyūji katei zenko hōmon jigyō, prevê, em regra, contato domiciliar antes de a criança completar quatro meses. O objetivo é ouvir dúvidas, apresentar serviços e identificar necessidades de apoio.
A visita é organizada pelo município, e o perfil de quem a realiza depende da estrutura local. A família deve conferir como informar o nascimento e agendar o acompanhamento, sobretudo se estiver temporariamente em outra cidade. As diretrizes nacionais do programa, em PDF, detalham essa assistência.
Dúvidas sobre o desenvolvimento podem ser apresentadas ao pediatra e ao serviço municipal de saúde materno-infantil. Na hora de pedir orientação, é útil reconhecer o termo 発達相談, hattatsu sōdan, consulta sobre desenvolvimento.
Shizuoka possui uma caderneta complementar para bebês pequenos
A província disponibiliza a しずおかリトルベビーハンドブック, Shizuoka Ritoru Bebī Handobukku, uma caderneta complementar destinada às famílias de bebês que nasceram pequenos. O material possui versão em português.
A distribuição contempla bebês com peso ao nascer inferior a 1.500 gramas e outros casos de baixo peso que necessitem de apoio. Ela permite registrar o crescimento e os cuidados de forma adequada a essas situações e deve ser utilizada junto com a caderneta materno-infantil municipal.
O acesso pode ser solicitado à equipe que acompanha o bebê ou ao setor municipal de saúde materno-infantil. Consulte as orientações da província sobre a Little Baby Handbook e a edição digital em português.
Vacinação regular e vacinação voluntária
No Japão, a vacinação preventiva é chamada 予防接種, yobō sesshu. Para organizar o atendimento, a família precisa distinguir duas categorias.
A vacinação regular, 定期接種, teiki sesshu, integra o programa previsto nacionalmente. As vacinas infantis dessa categoria contam com financiamento público para quem atende aos critérios de idade e às demais condições de utilização.
A vacinação voluntária, 任意接種, nin’i sesshu, fica fora desse enquadramento. Pode gerar cobrança particular, embora alguns municípios ofereçam auxílio próprio. A categoria administrativa não define, sozinha, a importância médica da vacina para uma pessoa.
No calendário nacional consultado para 2026, as vacinas contra caxumba, influenza e Covid-19 para crianças permanecem na categoria voluntária. A existência de campanhas ou subsídios locais deve ser conferida com a prefeitura.
Fontes: perguntas frequentes do Ministério da Saúde e calendário nacional de vacinação de 2026.
As principais vacinas do calendário infantil
Diversas vacinas têm início usual aos dois meses de vida. Por isso, a organização das primeiras aplicações deve ser discutida com o pediatra com antecedência.
O quadro apresenta os principais marcos. Os nomes das vacinas levam às páginas do Ministério da Saúde com as informações completas. As próximas doses de cada criança devem ser definidas considerando idade, histórico, produto utilizado e condições de saúde.
| Vacina | Referência do calendário japonês |
| Rotavírus | Início usual aos 2 meses. São duas ou três doses, conforme o produto, com limites de idade específicos. |
| Pentavalente, DPT-IPV-Hib | Início aos 2 meses, com três doses iniciais e um reforço. Protege contra difteria, coqueluche, tétano, poliomielite e infecções por Hib. |
| Pneumocócica infantil | No esquema iniciado aos 2 meses, são três doses iniciais e um reforço depois de 1 ano. O esquema muda conforme a idade de início. |
| Hepatite B | Aplicações usuais aos 2, 3 e 7 a 8 meses. O período regular abrange menores de 1 ano. A prevenção da transmissão da mãe para o bebê segue atendimento específico. |
| BCG | Uma dose, usualmente a partir dos 5 meses e antes de completar 8 meses. O período regular abrange menores de 1 ano. |
| Sarampo e rubéola, MR | Primeira dose entre 1 ano e antes dos 2 anos. Segunda no ano anterior à entrada no ensino fundamental, na faixa dos 5 a menos de 7 anos. |
| Varicela | Duas doses a partir de 1 ano, dentro do período regular que vai até antes dos 3 anos. |
| Encefalite japonesa | Início usual aos 3 anos, com duas doses iniciais, reforço cerca de um ano depois e outra dose por volta dos 9 anos. |
| Difteria e tétano, DT | Reforço por volta dos 11 anos. A faixa regular vai dos 11 até antes dos 13 anos. |
| HPV | Programa regular para meninas do 6º ano do ensino primário ao 1º ano do ensino médio. Em 2026, utiliza a vacina nonavalente, em duas ou três doses, conforme a idade de início e os intervalos. |
A vacina MR japonesa protege contra sarampo e rubéola e não inclui caxumba. Por isso, não deve ser confundida com a tríplice viral. Já a pentavalente japonesa reúne proteção contra Hib com difteria, coqueluche, tétano e poliomielite; a aplicação de Hib separadamente depende do esquema já iniciado.
O calendário consolidado do Instituto Japonês de Segurança da Saúde, JIHS, atualizado em 24 de setembro de 2026, reúne as faixas e notas completas.
Rotavírus exige atenção aos prazos
O Ministério da Saúde recomenda a primeira dose entre dois meses e 14 semanas e 6 dias de vida. O início a partir de 15 semanas não é recomendado pelo órgão.
O esquema com Rotarix tem duas doses e deve ser concluído até 24 semanas e 0 dias de vida. O de RotaTeq tem três doses, com conclusão até 32 semanas e 0 dias. Se houver atraso, a família deve procurar o pediatra para avaliar a situação.
Os limites constam das orientações oficiais sobre rotavírus.
Como preparar a criança para a vacinação
Antes de reservar uma aplicação, os responsáveis devem verificar com a prefeitura os formulários necessários e a rede habilitada. Na consulta, é importante levar a caderneta e os comprovantes das doses anteriores.
O questionário prévio é chamado 予診票, yoshinhyō. Ele reúne informações sobre o estado de saúde da criança, doenças anteriores, alergias e reações após outras vacinas. Se houver dificuldade para entender ou preencher algum campo, a família deve pedir ajuda antes da aplicação.
A equipe precisa avaliar se a criança pode ser vacinada naquele dia e orientar sobre os cuidados posteriores. Sintomas ou mudanças de saúde que preocupem a família devem ser comunicados ao serviço que realizou a aplicação.
A página da província de Shizuoka sobre vacinação reúne orientações. O Centro de Pesquisa em Vacinação, uma fundação de interesse público, também oferece a edição de 2026 do guia e dos questionários em português.
E quando a criança recebeu vacinas no Brasil
A carteira de vacinação brasileira e os demais comprovantes devem ser apresentados ao pediatra e ao serviço municipal. O profissional precisa conferir quais vacinas foram aplicadas e em que datas antes de definir as próximas doses.
Doses recebidas no exterior podem ser reconhecidas mediante avaliação médica. Isso não significa equivalência automática de qualquer registro, mas também não permite presumir que toda criança chegada do Brasil precise reiniciar o calendário.
Essa possibilidade é explicada em orientação oficial sobre crianças que vieram do exterior. Para a família que mora em Shizuoka, o procedimento concreto deve ser confirmado no município de residência.
Quando faltam comprovantes, existem doses atrasadas ou a criança já ultrapassou a idade usual, o calendário deve ser revisto individualmente. A cobertura pública também precisa ser conferida, pois aplicações fora da faixa regular podem ter cobrança, salvo quando se aplica alguma medida especial.
Onde buscar ajuda em português e em uma urgência
Para compreender documentos e encontrar o setor adequado, os residentes estrangeiros podem procurar o Centro de Consultas Multiculturais de Shizuoka, conhecido como Camellia, かめりあ, Kameria.
O serviço oferece orientação gratuita sobre saúde e outras dificuldades da vida no Japão. O telefone é 054-204-2000. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, exceto feriados e recesso de fim de ano. A programação informa atendimento direto em português às terças e sextas-feiras e possibilidade de apoio por empresa de interpretação nos demais dias de funcionamento.
O Camellia auxilia no acesso aos serviços. As informações e os canais de contato estão na página do centro mantida pela Associação de Intercâmbio Internacional de Shizuoka.
Quando a dúvida envolve um problema súbito de saúde da criança e a necessidade de procurar atendimento, Shizuoka mantém o #8000. O serviço funciona todos os dias, 24 horas, e atende responsáveis por crianças, em princípio até cerca de 15 anos.
A orientação é prestada por profissionais de enfermagem e pediatras. Quando o número abreviado não funciona, a alternativa é 054-201-9910. A consulta é gratuita, mas a ligação pode ter custo. A página oficial não informa garantia de atendimento em português.
Em uma situação claramente grave, a orientação da província é ligar diretamente para 119. O #8000 oferece orientação e não realiza diagnóstico por telefone. Consulte a página oficial da orientação pediátrica de Shizuoka.
Termos japoneses úteis
| Português | Japonês | Romaji |
| Caderneta materno-infantil | 母子健康手帳 | boshi kenkō techō |
| Comunicação da gravidez | 妊娠届出 | ninshin todokede |
| Consulta de pré-natal | 妊婦健診 | ninpu kenshin |
| Formulário ou cupom para atendimento | 受診票 | jushinhyō |
| Exame da mãe após o parto | 産婦健康診査 | sanpu kenkō shinsa |
| Cuidados pós-parto | 産後ケア | sango kea |
| Exames na primeira infância | 乳幼児健康診査 | nyūyōji kenkō shinsa |
| Triagem auditiva neonatal | 新生児聴覚検査 | shinseiji chōkaku kensa |
| Consulta sobre desenvolvimento | 発達相談 | hattatsu sōdan |
| Vacinação preventiva | 予防接種 | yobō sesshu |
| Vacinação regular | 定期接種 | teiki sesshu |
| Vacinação voluntária | 任意接種 | nin’i sesshu |
| Questionário antes da vacinação | 予診票 | yoshinhyō |
| Vacina pentavalente | 五種混合ワクチン | goshu kongō wakuchin |
| Vacina contra sarampo e rubéola | 麻しん風しん混合ワクチン | mashin fūshin kongō wakuchin |
As condições de uso dos serviços municipais devem ser confirmadas antes do atendimento. A caderneta, os cupons e os registros anteriores ajudam a equipe a organizar a continuidade do cuidado.
Este conteúdo é informativo e de serviço. As decisões sobre exames, vacinação e tratamento dependem da avaliação dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento.
Foto: Canva







































